quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Vantagens e Desvantagens do Recife Artificial Marinho (RAM)



Recifes Artificiais Marinhos são utilizados como ferramenta de recuperação da Fauna e Flora Marinha. Estudos realizados por Padilha e Henkes (2012); Pizzatto (2004) indicam que além da recuperação da fauna e da flora marinha, a utilização da técnica de implantação de Recife Artificial Marinho (RAM) impede a utilização da temida “pesca de arrasto”.
Na década de 50 iniciaram a produção de recifes de concreto, que hoje é utilizado em vários países do mundo, inclusive no Brasil. Sendo o concreto uma pedra artificial que mais se assemelha com uma rocha, permite a conservação da biodiversidade e a recolonização dos ambientes por organismos como: lagosta, polvo, camarão, peixes, mexilhões e outros. Além do desenvolvimento marinho, os recifes artificiais possibilitam a utilização da área como local de estudo, lazer e exploração racional dos recursos (KREFER et al.).
Os RAM podem desempenhar um importante papel na gestão da atividade pesqueira tendo em vista a sua capacidade de atrair peixes criando alternativas tanto para a pesca esportiva quanto para a pesca artesanal. (PADILHA e HENKES, 2012 apud BELL, 2010).
Uso dos recifes artificiais para fins comerciais teve início por volta de 1830. Já na Austrália e França, essa prática é mais recente, com iniciativas datando de 1960 (CONCEIÇÃO e NETO apud MEIER, 1989).
Embora existam diversos registros que comprovam a eficiência dos RAM, a literatura especializada registra alguns casos de insucessos. Muitos pesquisadores veem os RAM como algo controverso, alegando que esses novos ambientes inicialmente atraem os peixes, concentrando-os nessas áreas e deixando-os mais vulneráveis à exploração. Afirmam que a única maneira de minimizar esta exploração é com o estabelecimento de uma fiscalização adequada e eficiente nessas áreas (PADILHA e HENKES, 2012 apud SALEM, 2008).
Talvez uma das maiores preocupações ambientais sobre a instalação de recifes artificiais de pneus no mar seja o efeito em longo prazo desses materiais no meio aquático. A hipótese de contaminação pela decomposição dos pneus no mar é descartada por alguns autores, já que o processo de degradação dos pneus é muito mais lento que a sua colonização e cobertura por organismos incrustantes (CONCEIÇÃO e NETO).

Referências
CONCEIÇÃO, Raimundo Nonato de Lima;NETO, Cassiano Monteiro. Recifes Artificias Marinhos. Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento.

PADILHA, Renato de Almeida; HENKES, Jairo Afonso Henkes. A utilização de recifes artificiais marinhos como ferramenta de recuperação da fauna marinha. Revista Gest. Sust. Ambient., Florianópolis, v. 1, n.1, p. 41-73, abr./set. 2012.

PIZZATTO, Raquel. Avaliação dos Impactos Ambientais do Programa Recifes Artificiais Marinhos do Paraná – Programa RAM. TCC – Engenharia Ambiental – CCET/PUCPR, 2004

Sistemática

Sistemática, muitos pensam ser algo muito complexo, mas se pararmos para compreendê-la não é tanto assim. Vou expor alguns conceitos e informações quanto a Sistemática que podem ajudar vocês em estudos, trabalhos de escola/graduação, etc.

VAMOS LÁ!!!! 

Primeiro de tudo: Vamos a alguns conceitos:
 
ESPÉCIE: Conjunto de populações naturais, real ou potencialmente intercruzantes, produzindo descendentes férteis e reprodutivamente isolados de outros grupos de organismos. 
 
POPULAÇÃO: Conjunto de indivíduos da mesma espécie que ocorre em uma mesma área geográfica, em um mesmo intervalo de tempo. 

O que é Taxonomia?
Ciência que elabora as leis da classificação.

Quando usar Taxa e Taxon?
Taxa (plural) Taxon (singular) – unidade(s) taxonômica(s) de qualquer hierarquia.  
  Ex.: divisão, família, gêreno, espécie, etc.

AGORA VAMOS A SISTEMÁTICA
 
O QUE É SISTEMÁTICA? 
SISTEMÁTICAcompreende a identificação, a nomenclatura e a classificação de organismos.

Identificação: determinação de um TAXON, como idêntico ou semelhante a outro conhecido;
Nomenclatura: emprego correto dos nomes dos organismos;
Classificação: ordenação dos organismos em um TAXON.
 
 
1ª LEI BINÁRIA ou BINOMIAL:
 
todo ser vivo deverá ter, no mínimo, dois nomes, sendo que o primeiro indica o gênero e o segundo o epíteto específico 


O nome deve ser dado sempre em latim ou termos latinizados;
Ser escrito em letras itálicas ou negrito ou sublinhado;

O nome do gênero é um substantivo, e deve ser escrito sempre com inicial maiúscula;

O nome do epíteto específico é um adjetivo e deve ser escrito sempre com inicial minúscula;
 
quando não se sabe ou não se quer escrever o nome do epíteto específico, mas apenas o do gênero, acrescenta-se “sp.” (singular) ou “spp.” (plural), sem grifá-lo e seguido por ponto;

 se o nome da espécie deriva de nome próprio, sua latinização é feita acrescentando a letra “i” ou  “ii” ao nome masculino e ae para o nome feminino
 

GRUPOS ou CATEGORIAS TAXONÔMICAS
Taxon (singular) – Taxa (plural)

FUNDAMENTAIS: indispensáveis na classificação de um ser vivo. Domínio, Reino, Ramo/Filo/Divisão, Classe, Ordem, Família, Gênero, Espécie.

DERIVADOS: formados a partir dos fundamentais pelo acréscimo de prefixo SUB, SUPER ou INFRA. Superclasse, Superfamília, Subgênero, ...
 
ACESSÓRIOS: usados quando os anteriores não são suficientes. Coorte, Raça, Tribo, Variedade, ...
 
Exemplo de Botânica:
 


E AI O QUE ACHARAM? ESPERO TER AJUDADO! E quero agradecer a prof. Karin por essa aulinha de sistemática hahaha