quarta-feira, 30 de abril de 2014

Somos todos macacos?

O assunto do momento é a ação praticada por Daniel Alves durante o jogo do Barcelona, onde "torcedor" joga uma banana em campo.

O que anda rolando nas redes sociais é a hashtag #SomosTodosMacacos.

Somo todos Macacos? Existem vários trabalhos que discutem e apresentam informações a respeito da Evolução Humana. E não é o que Darwin disse, embora alguns primatas se assemelhem muito com nossos ancestrais, nenhum deles são nossos parentes.

Mas enfim (levando em consideração a campanha de publicidade criada pela situação de racismo contra Daniel Alves), Somos todos macacos? Primeiramente, somos todos humanos! (concordo com esta frase criada pelo Prof. Jubilut) -> http://www.biologiatotal.com.br/blog/somos+todos+humanos-148

E mais,
"Estamos conectados, biologicamente, a todas as formas de vida. Quimicamente, a todas as estrelas do Universo..."

Como a glicose entra na célula?



A glicose, C6H12O6, é um importante carboidrato (monossacarídeo) para o organismo, pois é a partir dessa molécula adquire-se energia necessária para realizar todas as reações do nosso corpo. A energia é liberada na forma de ATP, que, ao perder um radical fosfato, libera aproximadamente 8.000 calorias, formando ADP.
No nível da membrana citoplasmática, a difusão representa a passagem de soluto de um meio hipertônico (mais concentrado) para um meio hipotônico (menos concentrado). Para que ocorra a difusão, a membrana deve ser permeável ao soluto em questão. Em geral, partículas menores se difundem mais rapidamente pela membrana. Observa-se que monossacarídeos, aminoácidos e sais minerais iônicos apresentam maior velocidade de difusão, ao contrário das proteínas e polissacarídeos que necessitam ser capturados pela célula.
Ou seja, a glicose transporta-se por difusão facilitada, dependendo também da presença de proteínas transportadoras na superfície das células. Essas proteínas de 50-60 kDa, são denominadas GLUTs 1 a 14 em ordem cronológica de caracterização. Embora possua quatorze transportadores, parece que as cinco primeiras variantes descritas parecem ser as principais, e têm sido foco de estudos que buscam caracterizar os fluxos de glicose, tanto em situações fisiológicas como fisiopatológicas. Podendo haver transporte acoplado a Na+ e proteínas transportadoras SGLTs.
A análise hidropática das seqüências primárias dos GLUTs sugere a existência de 12 segmentos transmembrânicos hidrofóbicos (S), alguns formando verdadeiras α- hélices perpendiculares ao plano da membrana plasmática, que representam verdadeiros poros ou canais através dos quais a molécula de glicose pode cruzar a membrana. As terminações NH2 e COOH são citoplasmáticas, uma grande alça de conexão é encontrada entre os segmentos S6-S7, e um potencial sítio de N-glicosilação é encontrado na alça extracelular de conexão entre S1-S2. Do mesmo modo, os SGLTs também apresentam 12 segmentos transmembrânicos, a alça extracelular de ligação entre S5 e S6 é potencial sítio de glicosilação, e as terminações NH2 e COOH também estão localizadas no citosol, no entanto, o domínio COOH altamente hidrofóbico, deve encontrar-se em contato direto com a superfície interna da membrana plasmática.
O amido, por ser um polímero de glicose, quando sofre a ação da enzima amilase, quebra-se em várias moléculas de glicose. Isso significa que ao ingerirmos alimentos ricos em amido, estamos consequentemente ingerindo glicose.
Quando se ingere uma alta quantidade de glicose, o organismo utiliza o que necessita e o excesso é enviado para o fígado, que transforma a glicose em glicogênio e ela fica armazenada em nosso fígado, aumentando a concentração de glicogênio. Quando o mesmo está em nível alto, o fígado começa a quebrar o glicogênio excedente, mandando-o para a corrente sanguínea, aumentando a concentração de glicose no sangue. Como a concentração de glicose no sangue está alta, automaticamente o pâncreas começa a produzir o hormônio insulina, que manda essa glicose para dentro das células dos músculos para ser transformada em glicogênio.

REFERÊNCIAS
MACHADO, Ubiratan Fabres. Transportadores de glicose. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 1998, vol.42, n.6, pp. 413-421. ISSN 0004-2730.
MACHADO, Ubiratan Fabres; SCHAAN, Beatriz D.  and  SERAPHIM, Patrícia M.. Transportadores de glicose na síndrome metabólica. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2006, vol.50, n.2, pp. 177-189. ISSN 0004-2730.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

VI Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado


Filo Cnidaria


1. BÁSICO:
·         Mais de 9000 espécies
·         Habitat: Mar, Água doce
·         Simbiose com ermitões, camarões, etc.
·         Possui três camadas / tecidos do corpo:
o   Epiderme: possui os cnidoblastos
o   Mesogléia: divisão da epiderme e gastroderme, gelatinosa
o   Gastroderme: células flageladas
·         Nematocistos: + 20 tipos ≠
o   Venenosos;
o   Volventes;
o   Adesivos;
o   Farpados.

2. REPRODUÇÃO:
·         Sexuada:
o   Desenvolvimento externo direto (gametas) ou indireto (metagênese – sex e assex)
o   Fecundação interna ou externa
·         Assexuada:
o   Brotamento
o   Estrobilização
o   Regeneração




3. CLASSIFICAÇÃO
·         Anthozoa - as anêmonas-do-mar e os corais verdadeiros;
·         Scyphozoa- as águas-vivas;
·         Cubozoa - as medusas em forma de cubo;
·         Hydrozoa - as hidras, algumas medusas, a caravela e os corais-de-fogo;

4. DESLOCAMENTO:
·         Pólipo: >ia mede palmos
·         Medusa: jato propulsão





5. REPRESENTANTES:
o   Anêmonas;
o   Águas vivas;
o   Hidróides;
o   Corais e recifes.
·         Raramente servem de alimento, exceto por:
o   Lesma do mar;
o   Platyhelminthes;
o   Ctenophora;
o   Tartarugas.
·         Grande importância econômica
o   Joalheria
o   Queimaduras
o   Náufragos
o   Alimentos
o   Turismo ecológico
o   Etc.

6. DIFERENÇA:
·         Pólipo:
o   Hidróide
o   Séssil
o   Tubular
o   Disco oral à boca + tentáculos
o   Disco pedal à glândulas adesivas
o   Solitários ou coloniais
·         Medusa:
o   Forma de Umbrela
o   Livre natante
o   Simetria 04
Lado côncavo à boca + tentáculos

segunda-feira, 7 de abril de 2014

CÉLULAS PROCARIONTES




            As células procariontes são encontradas em organismos primitivos (reino monera), como as bactérias, por exemplo. A principal característica comum a todas as células procarióticas é não terem núcleo “completo”: apresenta um nucleóide, ou seja, um falso núcleo, o que não acontece em muitas outras células. Apresentam membrana plasmática e habitualmente é revestida externamente por uma parede celular de composição química complexa. Desse modo, a célula possui uma forma e também possui uma proteção contra arrebentamentos por uma elevada pressão osmótica. Pode-se dividir a parede celular em dois grupos a parede das bactérias gram-positivas e das bactérias gram-negativas. As gram-positivas (que adquirem cor através da coloração de Gram) possuem uma parede espessa e homogênea, ligada e encostada diretamente à face externa da membrana plasmática, portanto não apresenta o espaço periplasmático. Já as gram-negativas (que não adquirem coloração) são formadas por dois folhetos: o folheto interno, constituído por uma camada de mucocomplexo não encostado à membrana e o folheto externo, também designado por membrana externa dada a sua estrutura ser semelhante à de uma membrana unitária. A coesão entre os dois folhetos estabelece-se através de lipoproteínas integradas no folheto externo e ligadas por ligações covalentes a peptidoglicanos. No folheto externo existem ainda canais protéicos através dos quais passa a água e diversos metabolitos.

Teste seu conhecimento:

RICKTTSIA E CLAMÍDIA



As bactérias do grupo das rickéttsias e clamídias são muito pequenas e constituídas por células procariontes incom­pletas, que não possuem a capacidade de autoduplicação inde­pendente da colaboração de outras células. Como os vírus, as rickéttsias e clamídias são parasitas intracelulares obrigatórios, pois só proliferam no interior das células completas. Todavia, as células incompletas diferem dos vírus em três aspectos funda­mentais. Em primeiro lugar, os vírus contêm apenas um tipo de ácido nucléico, que pode ser o ácido ribonucléico (RNA) ou o desoxirribonucléico (DNA), enquanto as células incompletas contêm ao mesmo tempo DNA e RNA. Em segundo lugar, os vírus carregam, codificada no seu ácido nucléico, a informação genética para a formação de novos vírus, mas não possuem organelas e, por isso, se utilizam da maquinaria das células para se multiplicar. As células incompletas, ao contrário, têm parte da máquina de síntese para reproduzir-se, mas necessitam da suplementação fornecida pelas células parasitadas. Em terceiro lugar, as células incompletas têm uma membrana semipermeável, através da qual ocorrem trocas com o meio, o que não acontece com os vírus.
            Referente a clamídia, existem três grupos ou variedades de Chlamydia trachomatis — cada um deles acarreta um tipo de prejuízo ao organismo se o tratamento não acontecer a tempo. As do grupo A, B, Ba e C são culpadas por uma espécie de conjuntivite que pode levar à cegueira. Já a turma formada pelas bactérias L1, L2, L2a, L2b e L3 levam a uma infecção chamada linfogranuloma venéreo, que pode evoluir para úlcera e edema dos órgãos genitais. “Por fim, as clamídias do tipo D a K provocam inflamações ou infecções genitais”, completa o médico Jorge Luiz Mello Sampaio, assessor em microbiologia do Fleury Medicina e Saúde, em São Paulo. Entre as mulheres as inflamações provocadas pelas bactérias D ou K obstruem as trompas, levando a casos de gravidez tubária ou à infertilidade — irreversível.
            Referente à rickettsia encontra-se alguns tipos de doenças causadas pelas bactérias do gênero, como é o caso do Tifo, mais conhecido no meio científico como riquetsioses, entre seus tipos principais, destacam-se o tifo exantemático, ou epidêmico e o tifo murino, ou endêmico. 
            Tifo epidêmico - É o tipo mais comum de tifo, causado pela bactéria Rickettsia prowasekii e transmitido pelo piolho. A doença se estabelece quando se coça o local picado pelo parasita, e suas fezes, que contém a bactéria, misturam-se com a ferida, permitindo a Rickettsia entrar na corrente sangüínea.
            Tifo murino - é comum entre ratos, sendo transmitido para o homem somente quando há um grande número de roedores contaminados (epizootia), o que obriga a pulga Xenopsylla cheopis a buscar novos hospedeiros. O causador da doença é a bactéria chamada Rickettsia mooseri.
FEBRE MACULOSA:
Aspectos epidemiológicos: a Febre Maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, causada por bactéria e transmitida por carrapatos infectados.
Agente Etiológico: doença causada por bactéria Rickettisia rickettsii. Bactéria intracelular obrigatória, sobrevivendo brevemente fora do hospedeiro. Os humanos são hospedeiros acidentais, não colaborando com a propagação do organismo.
Vetores e reservatórios: os vetores são carrapatos da espécie Amblyomma cajennense. São conhecidos como "carrapato estrela", "carrapato de cavalo" ou "rodoleiro, as larvas por "carrapatinhos" ou "micuins, e as ninfas por "vermelhinhos". São hematófagos obrigatórios, necessitando de repastos em três hospedeiros para completar seu ciclo de vida. O homem é intensamente atacado nas fases de larvas e ninfas.