segunda-feira, 7 de abril de 2014

RICKTTSIA E CLAMÍDIA



As bactérias do grupo das rickéttsias e clamídias são muito pequenas e constituídas por células procariontes incom­pletas, que não possuem a capacidade de autoduplicação inde­pendente da colaboração de outras células. Como os vírus, as rickéttsias e clamídias são parasitas intracelulares obrigatórios, pois só proliferam no interior das células completas. Todavia, as células incompletas diferem dos vírus em três aspectos funda­mentais. Em primeiro lugar, os vírus contêm apenas um tipo de ácido nucléico, que pode ser o ácido ribonucléico (RNA) ou o desoxirribonucléico (DNA), enquanto as células incompletas contêm ao mesmo tempo DNA e RNA. Em segundo lugar, os vírus carregam, codificada no seu ácido nucléico, a informação genética para a formação de novos vírus, mas não possuem organelas e, por isso, se utilizam da maquinaria das células para se multiplicar. As células incompletas, ao contrário, têm parte da máquina de síntese para reproduzir-se, mas necessitam da suplementação fornecida pelas células parasitadas. Em terceiro lugar, as células incompletas têm uma membrana semipermeável, através da qual ocorrem trocas com o meio, o que não acontece com os vírus.
            Referente a clamídia, existem três grupos ou variedades de Chlamydia trachomatis — cada um deles acarreta um tipo de prejuízo ao organismo se o tratamento não acontecer a tempo. As do grupo A, B, Ba e C são culpadas por uma espécie de conjuntivite que pode levar à cegueira. Já a turma formada pelas bactérias L1, L2, L2a, L2b e L3 levam a uma infecção chamada linfogranuloma venéreo, que pode evoluir para úlcera e edema dos órgãos genitais. “Por fim, as clamídias do tipo D a K provocam inflamações ou infecções genitais”, completa o médico Jorge Luiz Mello Sampaio, assessor em microbiologia do Fleury Medicina e Saúde, em São Paulo. Entre as mulheres as inflamações provocadas pelas bactérias D ou K obstruem as trompas, levando a casos de gravidez tubária ou à infertilidade — irreversível.
            Referente à rickettsia encontra-se alguns tipos de doenças causadas pelas bactérias do gênero, como é o caso do Tifo, mais conhecido no meio científico como riquetsioses, entre seus tipos principais, destacam-se o tifo exantemático, ou epidêmico e o tifo murino, ou endêmico. 
            Tifo epidêmico - É o tipo mais comum de tifo, causado pela bactéria Rickettsia prowasekii e transmitido pelo piolho. A doença se estabelece quando se coça o local picado pelo parasita, e suas fezes, que contém a bactéria, misturam-se com a ferida, permitindo a Rickettsia entrar na corrente sangüínea.
            Tifo murino - é comum entre ratos, sendo transmitido para o homem somente quando há um grande número de roedores contaminados (epizootia), o que obriga a pulga Xenopsylla cheopis a buscar novos hospedeiros. O causador da doença é a bactéria chamada Rickettsia mooseri.
FEBRE MACULOSA:
Aspectos epidemiológicos: a Febre Maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, causada por bactéria e transmitida por carrapatos infectados.
Agente Etiológico: doença causada por bactéria Rickettisia rickettsii. Bactéria intracelular obrigatória, sobrevivendo brevemente fora do hospedeiro. Os humanos são hospedeiros acidentais, não colaborando com a propagação do organismo.
Vetores e reservatórios: os vetores são carrapatos da espécie Amblyomma cajennense. São conhecidos como "carrapato estrela", "carrapato de cavalo" ou "rodoleiro, as larvas por "carrapatinhos" ou "micuins, e as ninfas por "vermelhinhos". São hematófagos obrigatórios, necessitando de repastos em três hospedeiros para completar seu ciclo de vida. O homem é intensamente atacado nas fases de larvas e ninfas.

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