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O fim da biologia

Esses dias estava conversando com profissionais da área de pesquisa e me fez pensar nesta temática: O fim da biologia.

Você se encanta no ensino médio (normalmente), faz o vestibular e começa o fantástico curso de Ciências Biológicas. Sim, fantástico, pois o curso é muito interessante e como diz uma professora "biologia é um curso lindo".

Primeiro dia de aula. Um mês de aula. Um ano de aula. Último ano de aula e as realidades da área aparecem por 100%. Diria até que os graduandos vão aprendendo os desafios da biologia ao longo do tempo, principalmente durante os anos de curso.

Após formado o profissional da biologia tem um leque muito grande para atuação, porém o número de vagas no Brasil é muito limitado. A dificuldade de atuar na área é enorme. Como muitas vezes discutido nas minhas redes sociais, baseado no cotidiano dos formados e pelo trabalho da professora Suzana Herculano-Houzel, o profissional da ciência, de modo geral, é preciso fazer um mestrado, um doutorado para ai começar a ter reconhecimento de trabalho, de atuação. Fazendo o cálculo de graduação + mestrado + doutorado, teremos, em média, 30 anos de idade para seu primeiro emprego. Isto, no mundo em que vivemos, é inadmissível, o que faz com que os formados em biologia não atuem em sua área de formação. Existe pressão de casa, dos amigos, etc. O cientista precisa passar por declaração de "falência", por humilhação até conseguir ser um profissional reconhecido. Muitas graduações fazem você sair, praticamente, empregado - Ed. Física, Administração, Contabilidade, Direito, entre outras. Com a ciência, como diz a expressão popular: o buraco é mais embaixo.

Além da dificuldade com o próprio curso, temos as áreas de conflito com diversas áreas de atuação, principalmente, com a Engenharia Ambiental, mas também tem com a Química, com Agrônomo, Medicina, Ed. Física, etc. Estas áreas possuem mais visibilidade e interesse dos empreendedores e, diria também, do governo. Um exemplo já foi publicado aqui no blog - (Post Com todo respeito). Além dos observados no dia-a-dia. A diferença de salários de biólogo para outros profissionais é muito gritante. Recentemente analisei que em um concurso municipal no Rio Grande do Sul a diferença era de 50% de biologia para engenharia ambiental, por exemplo. Na minha percepção o que faz a diferença para as áreas de conflito é a união da classe. A união dos engenheiros, dos médicos, e demais áreas. A classe do biólogo não é unida, não se encontra para discutir a careira - realidade, desafios e melhoras. Não há encontros nem regionais, imagina nacional? Há alguns eventos no calendário acadêmico, mas quantos vão para discutir a careira? Muitos estão em formação e vão para festar, clima acadêmico. Tem que haver mais movimentação dos biólogos para que haja modificações. E como diz outra expressão popular: educação vem de casa, ou seja, temos que começar com diálogos regionais entre os profissionais e ir criando corpo nacional.

Outra diferença percebida é que o biólogo quando tem oportunidade no mercado ganha salário semelhante a nível médio, e as vezes a ensino fundamental.

Estamos nos encaminhando para "O FIM DA BIOLOGIA"? Quero acreditar que não, mas se pararmos para pensar bem a fundo no tema...
Minha visão futurística é que estamos nos encaminhando para a formação de biólogos licenciados, com menos bacharéis. Ou então vai haver uma grande revolução no Brasil.

Sou bacharel em Ciências Biológicas - habilitação Biologia Marinha. E torço pelo sucesso do profissional biólogo, não apenas após um doutorado, mas sim após graduado, pois nos dias atuais está difícil.

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